Nossas vidas em Madson Avenue
Nossas vidas em Madson Avenue  carol stories
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theresemara
theresemara Retomando um velho hábito de escrever.
Autoplay OFF   •   7 months ago
Therese percebendo que não conseguiria ficar longe de Carol, vai ao seu encontro em Oak Room dando inicio a uma vida casal pouco convencional na década de 50.

By: Ana

Nossas vidas em Madson Avenue

by Ana

Parte 1 O encontro de olhares e sorrisos sutis entre Therese e Carol no restaurante Oak Room foi uma explosão silenciosa de amor selada entre as duas belas mulheres.

Por mais uma vez Therese ficou hipnotizada pelos olhos da bela loira, apenas sentindo o acelerar do seu coração ao saber que ela a amava.

Carol não acreditava no que seus olhos estavam vendo, sua respiração ficou irregular, seu coração disparou e o sorriso se espalhou por seu rosto.

ela sabia que tinha machucado a confiança e o coração da jovem garota apos ficar meses sem dar noticias.

A jovem fotografa juntou-se a mesa ao lado da loira e tentou se concentrar na conversa pouco interessante.

Um dos homens admirou a beleza da jovem o que fez Carol concordar com um sorriso, o que a fez a jovem ruborizar constrangida.

Depois de longas conversas sobre móveis antigos e tendências da decoração, os amigos de Carol se despediram e ambas ficaram a sós na mesa.

- Obrigada!

Carol agradeceu, tocando a mão de Therese que estava descansando em sua perna e seus olhos brilhantes e apaixonados encontraram-se fixos nos olhos verdes da jovem, que respirava fundo.

- Não agradeça, apenas quero que de certo, que seja real e sincero.

- Sempre foi - apertando sua mão.

Elas ficaram em silêncio olhando uma para outra, Therese sentiu um impulso de beija-la ao descer os olhos para os lábios vermelhos de Carol,

mas garcom quebrou o silencio oferecendo mais uma bebida.

- Não obrigada, ja estamos de saída - Therese respondeu educadamente soltando a mão de Carol e levantou-se pegando sua bolsa e casaco.

Ao saírem do restaurante, ambas caminham lado a lado em direção ao carro de Carol sem dizer uma unica palavra.

- Então... - Carol abriu a porta do passageiro e com um olhar de apreensão mantendo-se ao lado da porta aberta.

Therese apertou sua bolsa apreensiva olhando para Carol e para o banco do passageiro, depois de alguns instantes ela entrou e Carol fechou a porta com um sorriso no rosto.

No caminho até o seu novo apartamento, as duas mulheres sentiam a tensão entre ambas percorrer seus corpos, era um misto de excitação, desejo,

alegria e medo pois sabiam que o passo que estavam dando era impossível de mensurar, duas mulheres decidindo morar juntas como um casal.

Carol delicadamente descansou uma das mãos no colo da jovem em busca de calma e de segurança, alem de uma demonstração de afeto e pertencimento,

ela queria mostrar que tinha reaparecido para ficar e ela queria Therese, ela a queria para sua vida.

Carol estacionou o carro e Therese ficou em pe observando a fachada do belo predio e lembrando do quanto era miniscula sua morada alugada recem reformada.

Os sons dos saltos correram pelos corredores e o tilintar das chaves ao abrir a porta, Therese percebeu o nervosismo de Carol ao ver que suas maos tremiam ao abrir a porta.

-Por favor - Carol abre passagem para Therese entrar primeiro, a jovem caminha timidamente observando a grande sala com lareira, grandes janelas com,

sofas e poltronas vitorianas e um belo carpete, algumas caixas de papelao com o nome de Carol.

Carol guarda seu casaco no closet da entrada, apenas observando a jovem, ela se aproxima e coloca a mao no ombro de Therese apertando.

- Esta tudo bem?

- Sim... Eu... Eu queria uma bebida - responde timidamente.

- Claro, fique a vontade para ver o restante do apartamento enquanto preparo algo.

Therese observa Carol na cozinha pegando gelo, durante a espera a jovem caminha ate o corredor e observa 4 portas, ela abre cada uma delas, um comodo estava apenas vazio,

outro com uma cama de solteiro e um guarda roupa para visitas, que provavelmente pertencera a Rindy.

Ela tem certeza de que Carol ira decora-lo para sua filha e fica alguns instantes com a mao na batente da porta refletindo sobre os meses sem noticias de Carol e se questiona -O

que aconteceu com voce meu amor, espero do fundo do coracao que esse seja o quarto definitivo de Ryndi- ao fechar a porta ela caminha para o outro comodo.

Uma grande suite com uma bela cama de casal decorado com um papel de parede verde com pequenas flores brancas delicadas, com poltronas, um belo guarda roupas para duas pessoa, luminaria,

uma pequena escrivaninha uma linda penteadeira com banco estofado, certamente o comodo mais bem decorado apesar da mudanca recente e Carol.

Provavelmente ela fez isso imaginado que Therese viria morar com ela. O banheiro do corredor era mais simples do que o da suite.

Ao voltar a sala Carol estava no sofa com as bebidas e um pouco de queijo em uma tabua de madeira, Carol segurou o seu copo de centeio e entregou a taca de vinho tintopara Therese.

- Eu sei que voce gosta de vinho. - Therese sentou-se ao lado de Carol e levantou sua taca

Um brinde... - Therese nao conseguia expressar as palavras para completar o brinde, seus copos tilintam, elas degustaram suas bebidas, ate Carol quebrar o silencio.

- Entao, o que achou? - Therese coloca os dedos na boca enquanto degusta um pedaco de queijo antes de responder

- Oh, ele e realmente lindo e espacoso, mas... eu nao sei...

Qual o problema Therese? - Carol toma mais um gole de sua bebida e tem um olhar de preocupacao.

- Eu nao quero trazer problemas para voce e para Rindy - ela da um gole em sua bebida e continua a falar um pouco melancolica - nao sei exatamente o que aconteceu com voce durantes esses meses,

o que me causa angustias e me trazem duvidas se devemos dar um passo tao grande como compartilhar o mesmo espaco. Nao que eu nao deseje isso, mas...

Carol descansa o seu copo na mesinha do centro e pega a taca das maos de Therese e o coloca ao lado do seu copo,

ela segura firmemente as duas maos da jovem e olha em seus olhos profundamente com um olhar sereno.

- Voce nao me trouxe nenhum problema querida. Nada do que aconteceu e culpa sua e nada do que vir acontecer em relacao eu e a minha filha sera culpa sua...

Como pode haver culpados quando o assunto é o amor?

- Therese engole seco ao sentir seus bracos sendo puxados para mais perto, ela sente o perfume que ela tanto ama misturado com cheiro da pele da loira.

- Eu nao teria te proposto vir morar comigo se eu nao tivesse certeza dos meus sentimentos, mas o fato da minha filha nao estar no quarto neste momento, nao tem nada a ver com voce.

Esta relacionado apenas a mim e ao tipo de mulher que sou e nao posso mudar isso. Assim como o amor que sinto por voce.

- Eu... Eu pensei que nunca mais iria te ver. Pensei que eu tivesse sido apenas uma aventura, uma mulher com quem voce apenas se distraiu por um tempo.

Mas quando voce nao respondia minhas ligacoes, eu imaginava que voce estivesse sendo espionada ou maltratada pelo Harge. - Os olhos de Therese lacrimejam apertando as maos de Carol.

- Oh querida! - Carol abraca Therese

- Sim, ele estava fazendo tudo isso e muitas outras coisas - Carol junta as maos de Therese e da um beijo delicado

- Eu sinto tanto, eu percebi que nao conseguiria viver uma mentira por mais tempo, eu iria enlouquecer.

E mesmo eu dando minha vida por Rindy, ela nao teria uma mae verdadeira em meio a tantas mentiras, cenarios, sorrisos e falas decoradas em uma vida familiar totalmente falsa.

Therese acaricia a mao de Carol com o polegar

- Nao seria justo com a sua filha a e nem com voce.

- E nem com voce meu anjo - Carol segura o rosto de Therese com as duas maos e delicadamente oferece um beijo suave de conforto, o coracao da jovem se acalma, sentindo uma leve excitacao.

Lentamente Carol desfaz o beijo com um sorriso trazendo seguranca para a jovem, Carol pega seu copo de centeio vira em unico gole ainda sorrindo e se levanta para se servir de mais uma dose,

Therese degusta o vinho com um sorriso e olha em volta e finalmente sente a paz que ela estava procurando por meses,

fechando os olhos por alguns instante ela solta um suspiro e se levanta com um sorriso no rosto.

Carol a segue com os olhos enquanto mexe seu copo, Therese passa por ela e vai ate o closet da entrada e guarda o seu simples casaco ao lado do belo casaco de pele de Carol.

Ao voltar para a sala, ela tira os sapatos e pega sua taca de vinho caminhando na direcao de Carol.

As belas covinhas da jovem ficam salientes e Carol vira o rosto para o lado com um leve sorriso e um olhar brilhante, levanta o seu copo de Jim Beam ela diz.

- E isso.

- A nossas vidas juntas - Elevando sua taca de vinho e ambas degustam suas bebidas sem tirar os olhos uma da outra e os sorrisos constantes em seus rostos.

Carol pega a taca da mao da jovem e descacam os copos novamente na mesa, Carol se volta para jovem e ambas se olham por alguns instantes saboreando o momento,

a respiracao e os batimentos dos dois coracoes se alteram com antecipacao e Therese quebra o silencio sentindo que seu peito iria explodir.

- Eu te amo!

Depois de alguns instantes Therese agarra o rosto de Carol com as duas maos e a beija com todo o seu amor,

a loira agarra a cabeca da jovem pela nuca e com a outra mao aperta a cintura de Therese contra si e agradece em pensamento - Sim! Deus obrigada!

- O beijo e forte, ofegante, com dentes, lingua e saliva de pura saudade e em meio a respiracao ofegante e labios inquietos Therese repete varias vezes.

O beijo diminui o ritmo, Carol morde delicadamente o labio inferior da jovem que geme e termina com um beijo suave, causando arrepios na jovem.

Elas olham uma para outra tentando ler suas expressoes de amor e desejo inevitavel, a jovem tira um dos cachos dourados dos olhos de vidro que a perfura de desejo,

Carol pega sua mao e da um beijo leve na palma e guia a jovem para o quarto.

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